Feliz Natal!

A todos que lêem e visitem este blog, votos de um bom Natal e de tudo bom para vocês!

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Planet Earth [TV/DVD Series]

Planet Earth: as you’ve never seen it resuma de uma forma perfeita esta colecção de documentários que foi exibido há uns anos na televisão e mais tarde, vendida em DVD.

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O essencial do Planet Earth é um conjunto de 11 episódios de aproximadamente 50 minutos onde o espectador é levado a locais do planeta indescritíveis; alguns vistos e exibidos pela primeira vez. São quase 10 horas de imagens de todos os pontos da terra, das mais variadas espécies de flora e fauna que o nosso planeta reserva.

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Os 9 episódios são, em ordem e narrados pelo conhecido David Attenborough: From Pole to Pole, Mountains, Fresh Water, Caves, Deserts, Ice Worlds, Great Plains, Jungles, Shallow Seas, Seasonal Forests e Ocean Deep.

Como já foi referido, algumas imagens são inéditas; outras são extremamente raras na medida em quealguns animais são extremamente dificies de serem vistos e filmados.

Como não posso falar de tudo, refiro apenas algumas das cenas que mais gostei:

1. Os leopardos-da-neve, animais extremamente raros e raramente vistos, tal como a equipa de produção afirma (levaram um ano a captar imagens dos leopardos);

2. Imagens do Angel Falls, a maior (em altura) queda de água do mundo;

3. A caverna Lechuguilla e as lindíssimas formações cristalinas que guarda no seu interior;

4. No episódio Great Plains há imagens de uma luta entre leões e elefantes que demonstra que apesar de ambos serem de enorme peso, a fome manda mais do que a lei normal da natureza;

5. Imagens de algumas das maiores e mais antigas árvores do mundo, algumas mais velhas que os pirâmides. São os redwoods, ou sequoias.

6. As cicadas, um insecto que só aparece de 17 em 17 anos. No entanto, quando aparecem, aparecem todas juntas, aos milhares ou milhões.

7. No último episódio destaco a viagem dos golfinhos em direcção aos Açores (com uma vista aérea muito interessante do espaço dos Açores e de Portugal) bem como a baleia azul, o maior animal deste planeta.

Seria impossível falar de tudo que os 11 episódios retratam. Portanto, o melhor é vocês verem e disfrutarem de tudo que o nosso planet earth oferece.

O melhor: tudo; cada segundo e cada imagem valem a pena ver.

O pior: são quase 10 horas de imagens e apesar de virmos muita coisa, há muita coisa que fica por ver. No entanto, é de crer que o essencial e o melhor que o planeta tem foi captado e visto.

nhecos_10Classificação: 10/10

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Ricky Gervais: Out of England [Stand-Up Special]

Ora, este fim de semana tive a oportunidade de voltar a ver um special de stand-up; já fazia algum tempo (o último foi provavelmente algo do Chris Rock ou do Louis CK), e a recente notícia do lançamento do primeiro special de Ricky Gervais, um dos grandes da comédia mundial, não podia ser melhor desculpa.

Eu gosto muito da comédia de Gervais; do Extras ao The Office (embora tenha visto muito pouco da versão britânica – mea culpa), o senhor tem talento de sobra… mesmo aparecendo uma ou outra vez em coisas mais comerciais (tipo Night At The Museum… mas hey, todos têm contas para pagar, certo?) e menos conseguidas. Por isso só podia ter adorado Out Of England, certo?

Errado. Não me percebam mal, no entanto. Out Of England tem imensa piada a espaços. Os raciocínios do Ricky e especialmente a sua capacidade para transformar ideias e personagens em diálogos e situações engraçadas e inverosímeis é enorme, e isso nota-se. Mas um stand-up special constitui-se de outras formas. Aliás, um stand-up special é, na minha opinião, extremamente americano. Os melhores stand-up comedians são americanos (Carlin, Rock, Chappelle, Pryor, Hicks, CK…), e aprimoraram o género magnificamente.

Só que Gervais é brit, e isso nota-se. O ritmo não é sempre o melhor, o entrelaçar das rotinas às vezes é “côxo”… falta linha para coser os retalhos. Que são bons, quer digam respeito ao Holocausto ou a um folheto de precauções contra a SIDA destinado a gays no início dos 90s. Eu preferia é que metade destas ideias fossem colocadas em sketches à boa maneira britânica, apelando aqui e ali ao desvaneio e ao non-sense… que dificilmente têm lugar no stand-up.

Resumindo: Fish and chips não se servem em McMenus. Mas também não é uma combinação intragável, só… deslocada.

O Melhor: o Ricky, ainda que nos EUA, não se limita ao politicamente correcto, e arrisca-se em variados momentos em temáticas controversas, saindo-se bem.

O Pior: nota-se que não é o seu formato. O termo humor britânico existe por alguma razão, e sendo Gervais uma figura de proa nesse cenário, o stand-up é um tapete que lhe foge um pouco dos pés.

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Classificação: 7/10

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Blindness / Ensaio Sobre a Cegueira [2008]

Ensaio Sobre a Cegueira, ou Blindness se preferirem, projecta no grande ecrã (pela mão do Fernando Meirelles) a obra com o mesmo título do português José Saramago, vencedor do prémio Nobel da Literatura.Unknown

Antes de mais, devo dizer que não li a obra do José Saramago e portanto não posso fazer as devidas comparações que por vezes são necessárias nestas reviews. No entanto, conheço quem leu o livro e já viu o filme e dizem que a essência do livro está lá; faltam cenas do livro mas nada que impeça que a mensagem do livro do Saramago seja passada através do filme do Meirelles.

Portanto, o que é Blindness? Sem querer ser spoiler, Blindness retrata a história de um conjunto de pessoas que de dia para a noite perdem a visão; ficam cegos apesar de não ser uma cegueira comum. Em vez de ficar tudo a preto, vêem o mundo a branco… “como se estivessem a nadar em leite”.

Toda a história e a “epidemia” começa mesmo no início do filme. Enquanto está parado num semáforo, um homem perde a visão. Na tentativa de encontrar uma solução para o seu problema, o tal senhor vai com a mulher a um oftalmologista (Mark Ruffalo) para discutir a sua situação que, ao que parece, é algo fora do comum. Em casa do oftalmologista, conhecemos a mulher do mesmo (Julianne Moore). No dia seguinte, o Oftalmologista perde a sua visão e a epidemia começa assim a alastrar-se. No entanto, a única pessoa que não se infecta é a mulher do oftalmologista.

A essência da história desenvolve-se num prédio que serve de abrigo para os que estão infectados. Aos poucos o abrigo vai enchendo e as condições de sobrevivência degradem-se. Aos poucos os problemas entre determinadas pessoas começam a definir quem pode ou não sobreviver.

Mais sobre a história não quero contar. Deixo-vos a opção de ir ver o filme ou ler o livro…

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No entanto, o que não tenho problemas em dizer é que a cinematografia esteve excepcional. César Charlone, que já tinha trabalhado com Meirelles em “Cidade de Deus” e “O Fiel Jardineiro” leva o espectador ao mundo dos cegos. Os vários planos em desfoque, os planos a branco, brilhantes e outros a preto obrigam o espectador a calçar os sapatos de um cego; obriga o espectador a utilizar muito mais a audição para tentar perceber o que se está a passar no plano.

O trabalho dos actores também é de salientar. Houve preparação por parte dos actores para este filme dado que passaram algum tempo em determinados locais a tentar perceber como é ser cego. A personagem da Julianne Moore, a única que não fica cega, esteve em destaque. Sendo a única que consegue ver, acaba por ser os olhos dos restantes; ela consegue captar o espectador e a simpatia do público. É uma Julianne Moore bastante acima da média dos filmes que temos visto ela fazer. O outro personagem principal, o Mark Ruffalo, faz um esforço mas não consegue oferecer nada de mais. Gostei da interpretação Gael García Bernal, um senhor que aparece ao longo do filme e que acaba por ser a razão da divisão e dos conflitos entre as pessoas. A sua personagem consegue ser o retrato fiel, a meu ver, daquilo que uma pessoa consegue ser (em casos extremos) numa situação em que se luta para sobreviver.

De resto, gostei do filme. É um filme provocante, chocante e que nos faz reflectir. No entanto, claro que não é nenhuma obra prima; poucos são os filmes que o conseguem ser.

Em suma, é um bom filme e recomenda-se.

O Melhor: A cinematografia pela mão do César Charlone; o seu trabalho obriga-nos a entrar no filme na pele de uma pessoa que não consegue ver.

O Pior: Como não quero ser spoiler, não posso aprofundar. No entanto, determinadas acções por parte dos personagens parecem não ter nexo algum.

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Classificação: 7/10

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Pro Evolution Soccer 2009 / PES 2009 [PC Review]

A expectativa para este ano era enorme. O PES 2008 foi um flop na saga Pro Evolution que havia habituado aos seus seguidores grandes jogos e simultaneamente, grandes simuladores de futebol. A nível gráfico, os requisitos aumentaram significativamente sem que isso se traduzisse num aumento astronómico da qualidade dos gráficos. A Inteligência Artificial que tanto entusiasmo criou entre os adeptos do PES acabou por não se verificar. Os guarda-redes eram cómicos, as movimentações dos jogadores pouco inovadoras, as competições pouco de novo traziam em relação às versões anteriores.

Com um FIFA 09 de grande qualidade este ano – como tiveram a possibilidade de ler aqui - a fasquia para o PES 2009 era elevada. Nos últimos anos, o FIFA tem perdido constantemente a batalha de jogos de futebol. No ano passado, o FIFA 2008 chegou bem perto do PES 2008 e este ano a FIFA conseguiu mais uma vez superar-se. Terá o PES conseguido dar o mesmo passo? Sim.

O PES 2009 acaba por ser tudo que o PES 2008 não foi. Um grande simulador; divertido de jogar; desafiante… em geral, muito mais completo.

Vamos por partes; começamos onde realmente interessa e onde o PES 2008 nos decepcionou: no Gameplay. O Gameplay do PES 2009 revela um salto do 8 para o 80. É quase incrível como um pouco de esforço valeu uma mudança tão radical no jogo. Quem  joga o nível mais difícil no PES 2008 e joga na mesma dificuldade na versão 2009 nota rapidamente as diferenças. A começar no próprio passe; há a necessidade de temporizar o passe, calcular a distância, a força e o posicionamento dos próprios jogadores e dos adversários. Na versão 2008 e até em versões anteriores (bem como em muitas versões do FIFA), bastava carregar no botão do passe que a bola quase de certeza parava num jogador nosso. Agora, o adversário tem a inteligência para interceptar frequentemente os passes que são feitos de forma aleatória e sem ponderação. Isto obriga a que o jogador desenvolva com mais cuidado o seu processo de ataque. Só isto proporcionou uma grande evolução.

No entanto, a inteligência artificial não se limita à capacidade de interceptar os passes. O adversário em si é aogra um adversário a sério. Quantas vezes é que na versão 2008 se encontrava a vencer por 3-0 ao intervalo e parecia que o adversário se tornava ainda mais vulnerável à goleada? No PES 2009, o adversário dá sempre o litro e nunca desiste de lutar pelo resultado. Se te encontras a ganhar, o adversário começa a pressionar de forma evidente. A dificuldade de criar situações de perigo, de acertar passes, de subir à grande área, aumenta. O mesmo efeito se verifica quando é o adversário que se encontra a ganhar. O adversário é mais calculista e por vezes conseguem verificar que há uma grande tendência para jogar no contra-ataque com constantes bolas lançadas para as costas dos seus defesas. Para além do adversário ser muito mais competente a jogar na defesa e na marcação, também é exigido ao próprio jogador uma maior capacidade defensiva porque na dificuldade “Campeão”, poucas são as vezes em que o adversário desperdiça uma boa oportunidade.

Para finalizar o gameplay, também é evidente uma melhoria significativa ao nível dos guarda-redes. Os guarda-redes não sofrem golos completamente banais e por vezes até fazem defesas milagrosas. Apesar de melhorias a nível dos movimentos, creio que este ano o FIFA leva de vencido o PES no que diz respeito aos movimentos dos guarda-redes. No campo, são vários os jogadores que apresentam dribles que não se via na versão de 2008. Sem recorrer aos botões de “fintar”, em determinados momentos e consoante uma manipulação certa de teclas/botões, podem ver uma finta bonita e o jogador a desembrulhar-se de uma posição menos favorável.

Passamos para os Game Modes onde o PES 2009 deu um salto qualitativo bastante grande. A inclusão de dois novos modos, a UEFA Champions League e o Rumo ao Estrelato, proporcionam aos adeptos do PES novas aventuras e muitas mais horas de divertimento. A UEFA Champions League foi uma aposta em cheio. Nunca uma prova pareceu tão realista e nos deu tanta vontade de jogar. Seleccionamos a nossa equipa (infelizmente nem todas as equipas estão disponíveis devido à exclusividade que a EA Sports detém sobre as mesmas), algumas opções, e de seguida somos levados para o mundo Champions League através do vídeo de introdução da mesma. O hino e as imagens que apenas víamos na televisão quando a nossa equipa jogava no mundo real agora estão na ponta dos nossos dedos. Tudo que está associado à Champions e que nos habituamos a ver na televisão encontramos no jogo: a “bola” gigante a ser mexida no centro do campo quando as equipas entram em campo e toca o hino, os placards publicitários, o indicador do tempo e do resultado, os ecrãs que mostram os onze iniciais; está tudo lá. O único senão é que na entrada das equipas, o hino da Champions é pouco audível. No entanto, não deixa de ser um Game mode fantástico. Contem com ele para as próximas 4 edições do PES.

O modo Rumo ao Estrelato (Become a Legend) aparece pela primeira vez nos jogos PES. É um modo que a FIFA já apresenta nas mais recentes edições. No entanto, o PES vence o FIFA neste modo. Entramos no modo e criamos o nosso jogador. As posições de campo que podemos escolher limitam-se ao meio-campo e ao ataque, certamente posições mais interventivas no jogo. Podemos escolher as nossas características físicas e até podemos importar uma imagem para utilizar o nosso próprio rosto, tornando o modo Rumo ao Estrelato ainda mais interessante. Com 17 anos (começam todos com essa idade), ainda somos algo fracos e bastante inexperientes. Jogamos um primeiro jogo que é alvo da atenção de vários olheiros que procuram uma nova estrela. Depois desse primeiro jogos somos abordado por algumas equipas que oferecem um primeiro contrato. A partir daí, começa a aventura. É preciso ganhar um lugar na equipa titular e portanto é natural que te encontres a disputar 5 ou 6 jogos de treino até seres convocado pela primeira vez. Só quando se mostra alguma coisa é que o treinador nos dá uma oportunidade. Quando isso acontece, vamos para o banco e esperamos que o treinador nos chame para substituir outro jogador. Se o jogador for convocado mas não titular, é obrigado a ver o jogo. No entanto, pode aumentar a velocidade em 2x e a seca de estar à espera é reduzida. Quando o jogador é chamado para entrar, a velocidade regressa ao normal. O Rumo ao Estrelato é um modo que decorre até aos 35 anos e na qual podemos jogar por vários clubes, ganhar títulos individuais e pelo clube, vencer prémios de melhor jogador do ano e ir à selecção. Se por um lado é chato termos que lutar por um lugar na equipa (o que não acontece no FIFA em que podemos jogar sempre a titular e já começamos quase como uma estrela), o grande desafio deste modo é de facto lutar para se tornar um grande jogador, lutar para rumar ao estrelato.

O modo Master League continua presente e não sofreu grandes alterações. Começamos numa divisão inferior e lutamos para subir para uma divisão superior e mais competitiva. É a mesma história do costume. Não censuro a Konami por não ter melhorado este modo até porque é visível o esforço na implementação de novos modos e o aperfeiçoar das falhas presentes na versão anterior. Gostava, no entanto, de ver implementadas algumas funcionalidades que o Be a Manager mode da FIFA encerra; por exemplo, poder definir preços dos bilhetes, sponsors… coisinhas que tornam mais interactivo o modo para que não se limita a ser apenas um modo para jogar e fazer umas vendas e compras ocasionais.

Por fim, os modos Liga e Taça não encerram grandes novidades.

Passamos para os gráficos que certamente deixarão os adeptos do PES felizes. Houve um grande esforço para implementar o maior número de caras possíveis, tornando o jogo ainda mais realista. Os grandes clubes têm quase todos os seus jogadores com caras realistas e até alguns clubes menos cotados como os portugueses têm muitos dos seus jogadores muito semelhantes. Os estádios estão bem representados e bastante similares aos verdadeiros. Os equipamentos, pelo menos aqueles para os quais obtiveram licenças, estão autênticos; o mesmo para as bolas e as chuteiras.

Finalmente, algumas últimas notas. O PES 2009 inclui um total de 5 ligas, 2 completamente licenciadas – a holandesa e francesa – e 3 semi-incompletas, de uma ou outra forma (nome, emblema, …) – a espanhola, inglesa e italiana. No total são 48 equipas licenciadas, incluindo 3 portuguesas (Benfica, Sporting e Porto), e uma brasileira (Internacional) de um total de 20 países. Igualmente, existem 21 selecções completamente licenciadas se bem que existem muitas mais no jogo. O que se lamenta, no entanto, é que apesar do pouco número de equipas e da saída do jogo em Outubro, os planteis não estão actualizados com algumas das mais recentes contratações das várias equipas.

O PES 2009 acaba por ser uma lufada de ar fresco em relação ao seu antecessor. O motor de jogo está muito melhor, muito mais realista, muito mais divertido de jogar mas em simultâneo muito mais desafiante. O modo UEFA Champions League é uma novidade de 5 estrelas e o modo Rumo ao Estrelato bate, a meu ver, o modo homólogo que encontramos no FIFA. O PES 2009 limpa claramente a imagem menos positiva que o PES 2008 deixou e resta agora esperar para ver que surpresas o PES 2010 terá.

O Melhor: Inteligência Artificial do jogo está presente e desta vez é evidente; o modo UEFA Champions League é apaixonante; modo Rumo ao Estrelato é um desafio interessante; dezenas de jogadores com caras muito realistas.

O Pior: Poucas equipas (pouco pode fazer a Konami em relação a isso); Modo Master League ficou por renovar; planteis incompletos e não actualizados à data de 1 de Setembro.

Classificação: 9/10

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The Witcher Enhanced Edition [PC Review]

O jogo The Witcher é baseado nas novelas do escritor polaco Andrzej Sapkowski, cujas traduções disponíveis são poucas infelizmente.

Lançado originalmente na altura no Halloween de 2007, foi novamente re-editado em 2008, após se terem verificado vários problemas, como tempos de loading exagerados, crashes do sistema, assim como para melhorar o movimento das personagens, efeitos visuais, animações, etc. Esta crítica diz respeito a essa edição especial que saiu neste ano.

Seguimos as aventuras de Geralt de Rivia, um Witcher, resultado da manipulação genética por magia, criado para caçar monstros como profissão. Geralt depressa se verá confrontado com uma situação que ameaçará todo o reino de Temeria, onde terá de escolher um dos lados ou continuar o seu voto de neutralidade. A história é decididamente um grande ponto do jogo, onde ficamos cheios de vontade de ler os livros, mesmo que estejam escritos em polaco!


Na verdade existem muitos pontos ao longo deste jogo onde o jogador terá de tomar decisões que terão um determinado efeito no decorrer da história do jogo, existindo várias formas de concluir o jogo que poderão estender a longevidade deste.

Quanto ao género de jogo, podemos dizer que The Witcher é um RPG com um estilo muito característico e bastante inovador, trazendo uma lufada de ar fresco do género. Geralt vai ganhando conhecimentos para produzir poções que são imprescindíveis para combate, assim como produzir bombas para jogar aos seus adversários. Este processo de fabricar poções foi simplificado na edição especial, sendo mais simples e rápido.

O sistema de combate com armas em si também é especial, resultante da conjugação do timing necessário para realizar combinações de ataques, que são visualmente muito apelativos, que podem ser diferentes consoante se tenha um adversário rápido ou lento, ou para casos em que se está rodeado por hostes inimigas, assim como variar conforme o tipo de arma.

Em termos visuais o jogo está fenomenal, e é muito difícil pensar que usa o mesmo motor de jogo utilizado para o Neverwinter Nights 2, pois a diferença é abismal. Este jogo consegue transmitir todo um ambiente onde um percurso longo a percorrer torna-se um prazer. Os produtores do jogo preocuparam-se bastante com a texturização do jogo, que é bem visível nos diálogos entre as personagens, onde notamos os pontos negros na cara

A banda sonora é mais um dos pontos fortes, onde ficamos de facto com vontade de gravar as faixas para um CD, para ouvirmos aquela música celta muito agradável; o melhor dos melhores: com a edição especial The Witcher temos direito a um álbum duplo da banda sonora do jogo, mas também de versões feitas por grupos musicais, tais como este tema Believe:

Um dos pontos fracos deste jogo poderão ser as escolhas algo limitadas de equipamento disponível para vestirmos o personagem. Embora acabarmos por não perder muito tempo neste aspecto e preocuparmo-nos com outros aspectos mais práticos, seria mais interessante poder ter alguma margem de escolha do equipamento de Geralt, tais como em títulos como Fable ou Neverwinter Nights.

Outra limitação será definitivamente a inexistência de um modo multi-jogador, sendo porém algo esperado pela especificidade da narrativa do jogo, girando em volta de uma personagem principal.

No geral o Jogo The Witcher é um must Play para todos os fãs do género, que apreciem uma boa história – ficarão rapidamente agarrados a todo o ambiente que o jogo proporciona, e valerão a pena todas as horas passadas a jogar este jogo.

Melhor: Aspecto visual expantoso, Banda-sonora imersiva, Jogabilidade inovadora, Narrativa envolvente;

Pior: Falta de modo multi-jogador, fraça escolha de equipamento

Classificação 9/10

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Wall And Piece (2005)

Brandalism

Any advertisement in public space that gives you no choice whether you see it or not is yours. It belongs to you. It’s yours to take, re-arrange and re-use. Asking for permission is like asking to keep a rock someone just threw at your head.” in Banksy – “Wall And Piece”

Banksy é um artista de rua britânico. Mais que isso, é um provocador. De pensamentos, de reacções, de emoções. Agarra em muros, realidades, quadros e animais (sim, animais) e usa o stencil para alterar o sentido original, dando-lhes muitas vezes uma riqueza acrescentada, que claro, nem todos apreciam ou encaram bem.

Anti-marca, anti-governo, anti-convenções. Este livro retrata as diversas facetas do personagem que é Banksy, um jovem inglês que praticamente ninguém sabe quem é, mas que conseguiu, através da sua obra, criar significado e ligação entre imensas pessoas. Pelo caminho ainda conquistou a apreciação de estrelas de Hollywood como Brad Pitt (que pagou alegadamente 2 milhões de dólares por uma obra de Bansky, basicamente retirando-lhe todo o significado que o artista quis dar).

A realidade é que este livro, com muito pouco para ler mas muito para dizer através de frases mínimas e montes de fotografias, consegue provocar a reflexão de quem o lê; desperta o subversivo que há em cada um (ou não); e, no final, faz-nos acreditar que o mundo nem sempre é bem aquilo que nós pensamos que é – não devia ser isso a arte?

Melhor: Montes de imagens, com qualidade e substância. Um livro fantástico quer se goste de arte urbana / graffiti ou não, e um bom ponto de partida para a compreensão da arte subversiva.

Pior: Não há versão em português (mas podem comprar a inglesa pelo Amazon.co.uk por uns meros €10, e é uma edição de imensa qualidade).

Classificação: 10/10

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Onion Movie

Onion Movie, filme de 2008, realizado por Tom Kuntz e Mike Maguira afirma-se como uma sátira sobre os comportamentos humanos e estereótipos, talvez mais centrada na cultura norte-americana claro.

Apresenta um formato incomum para um filme de cinema, talvez mais visto em séries de comédia; não seguindo uma história concreta, este centra-se mais nas notícias que vão passando ao longo do dia no canal Onion. Estas notícias são a verdadeira atracção do filme, numa completa parvalheira nonsense, que exagera bastantes temas levando-os para o ridículo – desde as músicas parvas de uma cantora pop estranhamente semelhante a Britney Spears a um filme de acção protagonizado por Steven Seagal himself.

Este carácter satírico é muitas vezes excessivamente agressivo e acredito que muita gente por aí possa ficar ofendida por cenas do filme. Esta explicação de ser uma sátira pode não ser o suficiente para absolver o filme de algumas imagens nele exibidas.

Mas isso tudo depende do estado de espírito em que está quando vir este filme. Eu gostei, se calhar porque estava muito feliz quem sabe. Claro que não posso dizer que me ri às gargalhadas durante toda a hora e 20 minutos que passaram, longe disso. Mas contando o que esperava do filme as expectativas foram superadas e senti-me de novo quando era miúdo, a rir-me como um perdido quando via as piadas “básicas” de filmes como “Onde para a polícia” ou “Aeroplano”.

Melhor:

Carácter exagerado de sátira da cultura americana. Formato engraçado e ligação entre os sketches.

Pior:

É o que é – humor parvo e superficial. Muita gente pode não gostar e acha-lo demasiado infantil e ofensivo.

Classificação: 6/10

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A Fórmula de Deus

Lançado em 2006, “A Fórmula de Deus” é o quarto romance de José Rodrigues dos Santos, uma obra de ficção que nos transporta para um mundo de conhecimento, sabedoria e descoberta. O universo é-nos reapresentado em toda a sua magnitude e poder, as suas subtilezas, perfeição e criação.

Tomás de Noronha, criptanalista e professor universitário, é contratado para decifrar um manuscrito da autoria de Albert Einstein, vendo-se dessa forma envolvido num mistério maior que ele que envolve o Irão e a CIA. Enfrentando várias peripécias com o auxílio de Ariana Pakravan, uma funcionária do Ministério da Ciência do Irão, Tomás tenta descobrir qual o significado do manuscrito, sendo que através da sua busca somos presenteados com um ensinamento que percorre vários assuntos, física, matemática, teologia e a própria natureza de Deus.

Como uma leitora comum com poucos conhecimentos na área, fiquei a conhecer uma panóplia de teorias científicas e matemáticas como o Princípio da Incerteza, Teoria do Caos, Teoria da Incompletude, Teoria de Tudo, entre outras. Estas teorias e princípios matemáticos são explicados de uma forma muito acessível que nos permite ter uma visão mais alargada de conceitos tão difíceis de compreender.

É ainda de referir a polémica existente à volta d’A Fórmula de Deus, em algumas críticas publicadas na Web é utilizado o termo plágio para descrever esta obra, todavia depois de ter lido alguma informação sobre a obra supostamente plagiada, “The Last Question” de Isaac Asimov, penso que é uma acusação um pouco injusta e irreflectida, afinal é possível partir do mesmo ponto e chegar a locais totalmente distintos.

Pessoalmente gostei muito deste livro, há algum tempo que não devorava um livro com a mesma vontade e fiquei fascinada com o final e com a possibilidade de algo assim acontecer.

Melhor: A Fórmula de Deus é simplesmente um livro impressionante, viciante, delicioso, educativo, esclarecedor, leva-nos a querer saber mais sobre o mundo que nos rodeia.

Pior: A possível comparação que se pode estabelecer entre A Fórmula de Deus e o Código de Da Vinci.

Classificação final:  9/10

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Righteous Kill (2008)

Sabem a frase que diz “nunca conheças os teus heróis de infância?”; supostamente porque acabamos desapontados, criamos expectativas baseadas em lembranças já difusas que são deitadas ao chão pela realidade.

Deixem-me fazer uma adaptação: “nunca deixes que os heróis se conheçam”; e isto tudo a propósito do tão aguardado encontro de Bobby De Niro e Al Pacino neste thriller policial. Sim, eu sei que estiveram juntos no Heat, mas a realidade é que 2 minutos de screentime juntos não conta, certo?

Pois, mas se calhar devia ter sido essa a única lembrança deles juntos. Porque Righteous Kill é um filme de uma vulgaridade invulgar, que nos faz questionar se a única razão para De Niro e Pacino lá estarem é para pagar contas. Uma história mais que batida, personagens unidimensionais, ligações entre personagens mais que fraquinhas. E um final que é praticamente deus ex machina, que não sendo “ah foi tudo um sonho” também não é satisfatório, nem perto passa disso.

Até De Niro e Pacino parecem saber disso: performances sonâmbulas, sem força, rendidos a uma storyline que não é boa, mas à qual eles também não deram grande forcinha. Aliás, Pacino já vem tendo um historial de “filmes para o cachet” últimamente: se como eu viram 88 Minutes (um straight-to-dvd que devia ter sido um straight-to-the-trashcan) sabem do que falo, se não viram agradeçam aos deuses.

(Ah, uma coisa: se querem fazer filmes sérios e pôr rappers lá pelo meio, aprendam o seguinte: certo = Mos Def/Common, errado = 50 Cent/The Game. Apontem.)

Portanto, Al e Bobby, vamos fingir que isto não aconteceu, ok? E vamos esperar por What Just Happened?.

 

Melhor: São o De Niro e o Pacino…

Pior: …num filme fraco, com uma história fraca, com um final fraco.

Classificação final: 5/10

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